the hands show the way of the heart

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Compromisso

On
October 31, 2010


{imagem}

Tenho momentos em que sinto que preciso de sinalização.

Nesses dias adormeço a pensar que espero que os meus guias – sejam eles quem forem, sejam eles reais ou imaginados – façam o seu trabalho e me tragam a clareza que necessito.

Confio.

E a verdade é que acabo sempre por encontrar respostas, que talvez até já estivessem comigo. Ou não.
Não tenho forma de saber.
Mas precisamente porque não posso ter certeza, prefiro pensar que o copo está meio cheio e que eu estou acompanhada.

Tenho andado nos últimos dias a pensar sobre este e este post. Que têm a ver com mudanças. Mudanças que são constantes e inevitáveis. Mudanças que eu também vou sentindo.

Ténues movimentações. Ou avalanches...

E hoje encontrei mais uma bússula para me ajudar a navegar através dessas mudanças.

Enquanto lia o blog "A Casa Onde Vivemos", encontrei um post que falava sobre os "Os Quatro Compromissos Toltecas".

Compromissos não são obrigações. São apenas actos de responsabilidade. E como li também hoje num outro lugar, "eu tenho uma grande responsabilidade: fazer-me feliz.". Ou, manter-me feliz.

Grandes responsabilidades exigem, por vezes, "mapas para caminhar no mundo". Este (os quatro compromissos) é mais um.
Vou tentar não me esquecer dele quando sair de casa.

# Dia 158

On
October 31, 2010


Dia de faxina intensa.

É engraçado como aqui no Brasil uma parte do fim-de-semana é dedicado à faxina.
Sentem-se essas movimentações domésticas por onde quer que olhe. As janelas estão abertas. As almofadas e cobertores estão pendurados nas janelas a arejar. A roupa estendida. Eu gosto disso.

Adoro sair de manhã e ver os porteiros dos prédios a limpar a calçada, a regar as plantas, a tirar o pó das grades que envolvem o prédio. Adoro esse cuidado. Essa ligeira obsessão pela limpeza.

À volta do Mundo

On
October 31, 2010




"What I eat: around the world in 80 diets". Um livro de Peter Menzel. Por baixo de cada imagem do livro foi colocada uma descrição sobre os alimentos e sobre a quantidade de calorias ingeridas durante um dia.



"Material World" é um outro projecto de Menzel de há 16 anos atrás que, para mim, continua a ser muito interessante.

{via Room and Service, Brain Pickings e npr}

"Feet on the ground. Head in the sky."

On
October 30, 2010


" (...) é falso dizer que um ideal de perfeição absoluta não pode ser guia na vida e que devemos contemplando-o, ou renunciar a esse ideal, dizendo que nos não serve para nada porque não conseguimos atingi-lo, ou então baixá-lo até ao nível em que se mantém a nossa fraqueza. Raciocinar assim é agir como um navegador que dissesse: Como não posso seguir a direcção que me indica a bússola, vou deitá-la fora ou vou deixar de me guiar por ela, quer dizer abandonarei o meu ideal; ou melhor, ligarei a agulha da bússola ao lugar que corresponderá à marcha do navio, num movimento dado e assim baixarei o meu ideal ao nível da minha fraqueza."

Tolstoi, Sonata a Kreutzer

{encontrei este texto aqui}

Acabei de chegar de uma caminhada de 1h30 na praia.
O céu estava tão perfeitamente pintado de cor de fogo que quase parecia impossível.

Talvez os ideais de perfeição também sejam assim, como o pôr-do-sol em Santos... quase impossíveis.

Mas foi real. Eu vi-o.

Então, acho que vou continuar a manter os meus ideais ao nível da minha força e a deixar que a imaginação seja o meu guia.

# Dia 157

On
October 30, 2010


{via stealinghearts}

Hoje é dia 30 de Outubro, estou em Santos há 5 meses e decidi fazer "Just a Minute in October", como neste blog (numa versão portuguesa). Parece-me uma forma divertida de dedicar um pouco de tempo a pensar sobre o mês que passou (ou meses) e aqueles que vêm a seguir.

Lembrando-me do post no facebook do Shima, "nessa intensa reflexão que eu provoco em mim mesmo quando chega a hora de fechar um ciclo, me pergunto sobre o que quero manter para o(s) outro(s) ciclos que vêm por aí.".

{Se quiserem jogar, as regras estão aqui.}

Faço... gif animado para Guerreiros Sem Armas; primeiras experiências com linóleo.

Vejo... todos os episódios da série 1 do "How I Met Your Mother" que trouxe de Lisboa; Grey's Anatomy; o filme "Sonhos" de Akira Kurosawa emprestado pela Emi.

Leio... demasiadas coisas ao mesmo tempo... "A Vida que Ninguém Vê" de Eliane Brum emprestado pela Mariana Felippe; "A Causa das Coisas" de Miguel Esteves Cardoso; "O Mar, O Mar" de Iris Murdoch (muito lentamente); pequenas histórias infantis e contos ilustrados que comprei aqui em Santos.

Preciso... refazer o meu portfolio até meados de Dezembro.

Ouço... sobretudo a minha lista de "my favorite videos" .

Quero... começar a fazer presentes de natal (mas o quê?!)

Amo... os meus novos amigos; os passeios na praia; o trabalho que estou a fazer.

Cozinho... mais legumes que outra coisa.

Encontro... tantas ideias que quero pôr em prática e planos que quero concretizar (já deve ter dado para perceber...).

# Dia 156

On
October 30, 2010

{Bairro do Gonzaga - Santos ontem à noite}

Ontem passei o meu dia de trabalho em São Paulo a tratar de uma série de pequeninas coisas para os Guerreiros Sem Armas. Valeu a pena! Em breve mostro os resultados desta viagem.

Azul

On
October 30, 2010


Anne Schwalbe

{uma inspiração para o Inverno}

{via 2 or 3 Things I Know}

"The Journey is the Destination"

On
October 30, 2010


Dan Eldon foi morto na Somália em 1993. Esta fotografia foi tirada em África, em 1992.

"The Journey is the Destination" é uma exposição permanente sobre Mr's Eldon. Gostaria de a visitar um dia.

{ver mais informações aqui}

{via 2 or 3 Things I Know}

Beth Galton

On
October 30, 2010



As fotografias de Beth Galton são demais.

{via Lushlee}

# Dia 155

On
October 29, 2010


Hoje a Carla (a pessoa que cuida das crianças e que cozinha para nós todos os dias) não estava com vontade de cozinhar e acabei eu por fazer o almoço. Foi inesperado, mas correu bem.

Este foi o menu:
- Lasanha de espinafres com ricotta;
- Legumes assados (o Rodrigo insistiu para eu dar ao prato um nome mais sofisticado, mas até agora ainda não me ocorreu melhor).

Fiz os legumes mais ou menos como explico aqui.
Acrescentei apenas alho, cebola, uns pózinhos de caril e uma mistura de especiarias árabes que havia para lá.

A lasanha é quase tão simples de preparar quanto os legumes.
Cozi os espinafres e posteriormente juntei-os com a ricotta. Temperei a mistura com sal, pimenta e noz de moscada. De resto, segui mais ou menos esta receita.

Tantas ideias

On
October 28, 2010


... e tão pouco tempo.

Hoje deparei-me muitas vezes com coisas que gostaria de fazer.
E aquilo que me deixou entusiasmada nestas ideias foi não serem megalómanas e impossíveis de concretizar. São pequenos sonhos bébés. Coisas que serei capaz de fazer já amanhã, se me apetecer.

Adoro isso! A possibilidade de concretizar coisas. De ver resultados. De construir.

Num dos blogs que mais gosto de ler encontrei um projecto lindo e inspirador. "Words for Strangers".
Hermine, escreveu desejos e partes de histórias em pequenos papéis e pendurou-os em bicicletas de pessoas que não conhece.

Quando partilhava este post com a Ariane, ela falou-me de um filme que fez (o vídeo que está em cima).

Tanto a ideia da Ariane como a de Hermine têm em comum serem simples "random acts of kindness" (actos aleatórios de bondade soa um pouco estranho, não?!).

Fiquei mesmo com muita vontade de cometer um acto de bondade aleatória!
Quão perfeito pode ser oferecer qualquer coisa a alguém que não se conhece? Dar sem julgamentos, sem pré-requisitos, sem ideias pré-concebidas. Dar qualquer coisa de forma puramente altruísta. Sem expectativas.

E imaginem, quão maravilhoso pode ser receber um presente de alguém que nunca vimos?! Acho que ficaria tão feliz...
Quero provocar essa surpresa e felicidade em alguém que não conheço.

{a Ariane enviou 20 balões e recebeu 3 respostas. mesmo sem expectativas, achei a média surpreendente.}

1, 2, 3, acção!!!

On
October 28, 2010

{ via make something}

Uma fotografia por dia. Uma história por dia. Durante um ano.

Mais uma coisa que gostaria de fazer no próximo ano ou no outro.

"Nothing is real, everything is permitted."

On
October 28, 2010


Se nada fosse real, será que tudo seria permitido?

E o que é que é real? O que é que é imaginado?

{Às vezes acordo e penso que tudo é um sonho. Um sonho dentro de outro sonho.}

Talvez Tereza Zelenkova tenha achado a resposta.

{via it's nice that}

Novo ano...

On
October 28, 2010

merece um calendário como este.

{uma das coisas na minha lista de "coisas que gostaria de fazer um dia" é um calendário.
pode ser que faça um para o ano...}

{mais inspiração aqui.}

Lee Krasner

On
October 28, 2010
{imagem}

Lee Krasner foi casada com o pintor Jackson Pollock.

Quando vi o filme, fiquei completamente fascinada com a sua força, profundidade e capacidade de se superar. Achei-a admirável. E, embora o filme não fosse sobre ela, foi Lee que me cativou. Foi o carácter de Lee que me emocionou e me leva, ainda hoje, a gostar de revê-lo.

Hoje seria o seu aniversário (aqui ainda é dia 27 de Outubro, embora o blogger diga que não).

Acho tão bom celebrar o dia de aniversário de pessoas que considero importantes, quer elas existam na minha vida, quer nunca as tenha conhecido.

{Não me lembro de ser assim antes de vir morar em Santos. Essa é uma mudança que tenho sentido, entre muitas outras. O prazer de comemorar os nascimentos e as vidas especiais que me rodeiam.}

Estranhos Desejos

On
October 28, 2010

{imagem}

Quero ter um bola destas (daquelas com orelhas)...

# Dia 154

On
October 27, 2010

Ultimamente durmo com o computador ao meu lado.
Ligo-o ao segundo toque do despertador, ainda com os olhos completamente enovoados. E vou acordando assim, lentamente, ao ritmo das imagens que vou vendo, dos blogs que vou lendo e das páginas que vou descobrindo.
O dia vai entrando em mim, ou eu vou entrando nele, sem pressas, como eu gosto.
Vou-me habituando à luz, ao ambiente que me envolve, ao meu estado de espírito, aos pensamentos novos, ou àqueles que não terminei na noite anterior.
Fico a rever os sonhos que tive. Ideias. Coisas para fazer.

Detesto fazer seja o que for em termos robóticos... automática e sonâmbula.

...

Hoje de manhã entrei no blog de David Lebovitz, cozinheiro.
O primeiro post era sobre as comidas de Outono.
Achei interessante. Talvez porque gosto bastante do Outono. De sentir a natureza a mudar, os tons, a luz, as temperaturas. Não fico triste por ver o Verão partir, porque tenho a certeza de que vai voltar. E essa certeza tranquiliza-me. Deixa-me viver o presente com a intensidade que ele merece (mesmo que não me sinta mesmo nada confortável com frio ou chuva).

Acho que a melhor forma de explicar esta minha predilecção pelo o Outono (ou pelas mudanças de estação em geral) seja relembrar um desafio que tive quando tinha uns 11 anos.
Pediram-me para dizer o que era a vida, num desenho.
Eu desenhei quatro árvores. Quatro estações.

Para mim a vida, aos 11 anos, eram as estações a mudar. Só. E na realidade não mudei assim tanto.
Para mim a vida continua a ser mudança. Ver as árvores a perder folhas para depois poderem ganhar frutos. Continua a ser transformar frutos em sumos e folhas em novas árvores.

Perdemos umas coisas. Ganhamos outras. Ciclicamente. E não vale a pena ter medo das perdas porque existe uma certeza que tranquiliza. As árvores voltam a florir e a encher-se de cor.

Regressando a David Lebovitz.

O seu post era sobre a escassez de variedade de alimentos no Outono.

Quando vamos ao mercado parece que sobraram apenas a pêra, a maçã, a pêra e a maçã, a pêra, ou a maçã... e a abóbora.

Eu estou na primavera. A segunda este ano. E isso deixa-me bastante confusa. Não consigo habituar-me a ver pais natais nas montras das lojas com o calor que agora apenas começou. Fico sempre a olhar para eles e a pensar: mas ainda é tão cedo para pensar em Natal...
Depois lembro-me que já estou em Novembro.

O Outono é a minha estação mental, biológica, hormonal. É difícil de entender ou explicar. Estou no Outono. Não importa em que lugar do mundo esteja. E, por isso, vou falar-vos de abóbora.

Aqui em Santos tenho descoberto um novo mundo de abóboras. E estou, neste momento, verdadeiramente apaixonada pela Japonesa, uma abóbora de casca preta (não é a que aparece na fotografia em cima).
Fica deliciosa no forno, cozinhada com alecrim e azeite. Se juntarem com beringela, courgette (aqui é abobrinha), batata doce ou outros legumes de que se lembrem, a refeição fica completa. Ainda não pensei que outras utilizações poderei dar-lhe de futuro, porque, por agora, ainda não me cansei desta. Mas deixo-vos esta ideia e a receita de "Roasted Pumpkin" de David Lebovitz.

Abóbora Assada:

- Retire as sementes. Limpe bem a casca. Seque-a e corte-a em pedaços.
- Coloque os pedaços num tabuleiro de ir ao forno.
- Tempere-a com sal, pimenta e azeite. (Noutras opções podem incluir tominho, alecrim ou rosmaninho; alho cortado em fatias finas; canela e açucar mascavado (por aqui, mascavo); ou até substituir o azeite por manteiga.)
- Asse os pedaços durante cerca de meia-hora a 200º, em forno pré-aquecido.

# Dia 153

On
October 26, 2010

{field and sea, aqui e aqui.}

{e o meu humor de hoje: "elsewhere"}

# Dia 152

On
October 25, 2010
{garganta apertada e coração esmagado}

"O mundo é salvo todos os dias por pequenos gestos. Diminutos, invísiveis. O mundo é salvo pelo avesso da importância. Pelo antónimo da evidência. O mundo é salvo por um olhar.
Que envolve e afaga. Abarca. Resgata. Reconhece. Salva.
Inclui.
Esta é a história de um olhar. Um olhar que enxerga. E por enxergar, reconhece. E por reconhecer, salva.
Esta é a história do olhar de uma professora chamada Eliane Vanti e de um andarilho chamado Israel Pires.

...

Nesta Kephas cheia de presságios e de misérias vagava um rapaz de 29 anos com o nome de Israel. Porque em todo o lugar, por mais cinzento, trágico e desesperançado que seja, há sempre alguém ainda mais cinzento, trágico e desesperançado. Há sempre alguém para ser chutado por expressar a imagem-síntese, renegada e assustadora, do grupo. Israel, para Vila Kephas, era esse ícone. O enjeitado da vila enjeitada. A imagem indesejada do espelho.

...

Um dia Israel se aproximou de um menino. De nove anos, chamado Lucas. Olhos de amêndoa, rosto de esconderijo. Bom de bola. Bom de rua. De tanto gostar do menino que lhe sorriu, Israel o seguiu até à escola. Até à porta onde Lucas desaparecia todas as tardes, tragado sabe-se lá por qual magia. Até à porta onde as crianças recebiam cucas e leite. Israel chegou lá por fome. De comida, de afago, de lápis de cor. Fome de olhar.
Aconteceu neste inverno, a professora, descobriu Israel. Desajeitado, envergonhado, quase desaparecido dentro dele mesmo. Um vulto, um espectro na porta da escola. Com um sorriso inocente e uns olhos de vira-lata pidão, dando a cara para bater porque nunca foi capaz de escondê-la.
Eliane viu Israel. E Israel se viu reflectido no olhar de Eliane.
E o que se passou naquele olhar é um milagre de gente. Israel descobriu um outro Israel navegando nas pupilas da professora. Terno, especial, até meio garboso. Israel descobriu nos olhos da professora que era um homem, não um escombro.
Capturado por essa irresístivel imagem de si mesmo, Israel perseguiu o olho de espelho da professora. A cada dia dava um passo para dentro do olhar. E, quando perceberam, Israel estava no interior da escola. E, quando viram, Israel estava na janela da sala de aula da 2ª série C. Com meio corpo para dentro do olhar da professora.
Uma cena e tanto. Israel na janela, espiando para dentro. Cantando no lado de fora, desenhando com os olhos. Quando o chamavam, fugia correndo. Escondia-se atrás dos prédios. Mas devagar, como bicho acuado, que de tanto apanhar ficou ressabiado, foi pegando primeiro um lápis, depois um afago.
E, num dia de agosto, Israel completou a subversão. Cruzou a porta e pintou bonecos de papel. Israel estava todo dentro do olhar da professora.
E o olhar começou a se espalhar, se expandir, e engolfou toda a sala de aula. A imagem se multiplicou por 31 pares de olhos de crianças. Israel, o pária, tinha-se transformado em israel, o amigo. Ganhou roupas, ganhou pasta, ganhou lápis de cor. E, no dia seguinte, Israel chegou de banho tomado, barba feita, roupa limpa. Igualzinho ao Israel que havia avistado no olho da professora. Trazia até pupilas novas, enormes, em forma de facho. E um sorriso também recém-inventado. Entrou na sala onde a professora pintava no chão e ela começou a chorar. E as lágrimas da professora, tal qual um vagalhão, terminaram de lavar a imagem acossada, ferida, flagelada de Israel.
Israel, capturado pelo olhar da professora, nunca mais o abandonou. Vive hoje nesse olhar em formato de sala de aula, cercado por 31 pares de olhos de infância que lhe contam histórias, puxam a mão e lhe ensinam palavras novas. Reflectido por esses olhos, Israel passou a refectir todos eles. E a professora, que andava deprimida e de mal com a vida, descobriu-se bela, importante, nos olhos de Israel. E as crianças, que têm na escola um intervalo entre a violência e a fome, descobriram-se livres de todos os destinos traçados nos olhos de Israel.

..."

Assim começa o livro de crónicas de Eliane Brum que ando a ler: "A vida que ninguém vê".
Esta é a primeira história. A "História de um olhar". As que li depois são igualmente tocantes e admiravelmente bem escritas.

Histórias de gente. Histórias vividas e contadas com olhos, ouvidos e coração aberto.

Lá fora chove como se o mundo fosse acabar. Espero que não acabe já. Quero ler mais um bocadinho...

# Dia 151

On
October 24, 2010


Vi este filme a primeira vez há tantos anos, e continuo a achá-lo perfeito...

Pause

On
October 24, 2010
I like the peace
in the backseat,
I don't have to drive,
I don't have to speak,
I can watch the country side,
and I can fall asleep.

My family tree's
losing all its leaves,
crashing towards the driver's seat,
the lightning bolt made enough heat
to melt the street beneath your feet.

Alice died
in the night,
I've been learning to drive.
My whole life,
I've been learning.

I like the peace
in the backseat,
I don't have to drive,
I don't have to speak,
I can watch the country side

Alice died
in the night,
I've been learning to drive.
My whole life,
I've been learn----Oh....

In The Backseat | The Arcade Fire

Natasha e André - Presente

On
October 24, 2010


{Foi ideia da Natasha mandar fazer caixinhas personalizadas com doces para oferecer aos convidados. Eu gostei!}

{fotografia de Pablo Peinado}

Natasha e André - Árvore dos Desejos

On
October 24, 2010


{fotografia do fotógrafo Pablo Peinado}



{as ilustrações que fiz para os Guerreiros foram adaptadas para os cartões. fica tudo em família. eram cerca de 8 cartões diferentes.}

Natasha e André - Menu

On
October 24, 2010

Natasha e André - Convite

On
October 24, 2010





{as ilustrações dos noivinhos, são da autoria do André - o noivo}

{envelope e convite impresso em monofolha}

Cocinar & Disfrutar

On
October 24, 2010

Provavelmente já ouviram falar de super-bandas (ou projectos abertos) – aquelas bandas compostas por muitos elementos–, como esta ou esta.

Eu não faço parte de uma super-banda, mas comecei esta semana a fazer parte de um super-blog (se este conceito ainda não existe, passa a existir apartir de agora).

Gosto bastante de estar envolvida em projectos em que posso colaborar com outras pessoas, inspirando-me, partilhando aquilo que sei e aprendendo com aquilo que eles sabem.
Cada um traz consigo a sua própria bagagem, pessoal e profissional, mas é muito bom quando dessa experiência nascem ideias totalmente novas para todos.
Se tenho essa oportunidade sinto-me como se estivesse a fazer parte de uma brincadeira, de um jogo. É tudo mais leve. Como se estivessemos de mãos dadas, a ouvir um concerto muito bom. Ouvimos a música, partilhamos pensamentos. Um toca, o outro canta, fazemos um coro. Rimos. Dançamos...

Cocinar & Disfrutar é, tal como escrevi no blog, um jantar de amigos. Uma conversa.

{a ideia foi da Lili e do Sasha. o design foi meu. ainda estamos em período experimental.}

# Dia 150

On
October 24, 2010

Ontem foi o aniversário da Val e eu tive o previlégio de provar um Caruru feito pela Dona Nice (mãe da Val).

E o que é um Caruru? Eu também não sabia, mas pode ser um prato feito à base de quiabo (que eu confesso que não gosto muito) ou ser uma espécie de banquete Bahiano composto pelo próprio do Caruru, Vatapá (que parece a mistura que costumamos fazer com as ovas da sapateira), Arroz, Ximxim de Galinha, Feijão Fradinho (que é, em português de Portugal, feijão frade) e uma farinha de mandioca com azeite de Dendê.

Simples, não é?!...

{Não consigo passar por aqui todas as receitas, mas deixo-vos uma imagem do banquete.}

...

Ontem pensei que tenho muito poucos fins-de-semana livres para passar aqui em Santos.

Vêm aí uma série de feriados. Em Dezembro temos o Natal e a passagem de ano. Em Janeiro estarei a trabalhar durante todo o mês, sem fins-de-semana, por causa dos Guerreiros Sem Armas, que só termina quase a meio do mês de Fevereiro – que por si só, já é um mês curto. E com todo o trabalho e eventos que tenho até terminar esta experiência, só consigo pensar no pouco tempo que me sobra para aproveitar Santos.

Hoje à tarde vou para a praia. Andar, andar, andar. Guardar cada pedacinho de ar e de mar dentro de mim. Aproveitar para sentir cada grãozinho de areia que tocar nos meus pés. E usufruir ao máximo de tudo o que agora me rodeia.

E falando de felicidade...

On
October 24, 2010
... esta é uma frase que a avó da Val costumava dizer e que eu vou tentar nunca me esquecer.

Shiny Happy People

On
October 24, 2010

{imagem}

"O ano era 1972 e o autor da ideia o rei do Butão, um pequeno país nos Himalaias, encravado entre a China e a Índia.

Jigme Singye Wangchuck, o quarto rei do Butão, decidiu que era mais importante medir a felicidade do povo que a sua riqueza.

No dia 2 de Junho de 1974, no seu discurso de coroação, disse: "A felicidade interna bruta é muito mais importante que o produto interno bruto." Tinha 18 anos e era o rei mais jovem do mundo. Mas não foram só palavras. A partir daquele dia, o PIB foi posto de parte e o modelo de desenvolvimento do Butão passou a ser medido pela felicidade e guiado para ela."

{Ler o resto da notícia no ionline.}

...

Ser feliz não significa estar sempre feliz, não significa que tudo é perfeito e intocado.

Eu sinto que é como se houvesse um milhão de gavetas dentro de mim. Todas independentes. Coisas, pessoas, momentos. Cada coisa ocupa o seu lugar e o seu espaço. E por mais triste que me sinta. Por mais gavetas vazias que tenha, existem outras que estão totalmente cheias de tesouros.

Pelo caminho, tento focar-me nessas e aprender como arrumar as outras. Tento manter um olhar apreciativo em relação ao que está à minha volta e em relação áquilo que tenho.

Quando saio de casa de manhã, vou reparando em cada detalhe.

Como quando tiro uma fotografia, tento escolher o melhor plano, a melhor perspectiva, a melhor luz, as melhores situações e momentos.

Depois, é como li no facebook da Simone: "é tudo uma questão de manter a mente quieta, a espinha erecta e o coração tranquilo!". Por vezes não consigo fazer as 3 coisas ao mesmo tempo. Por vezes também não consigo ter todas as minhas gavetas limpas, organizadinhas e plenamente cheias. Mas se pelo menos uma estiver assim, já consigo Estar significativamente feliz para Ser feliz.

Doce de Leite

On
October 24, 2010
{imagem}

Eu sou, como por aqui se diz e como já deve ter dado para reparar, uma
formiga. Gosto de comer, gosto de comidas e, infelizmente (ou felizmente) gosto muito de açucar.

O Doce de Leite é algo que em Portugal não se vê, ou pelo menos, é algo que em Portugal nunca vi. Aqui é impossível não vê-lo, já que ele está à venda em todo o lado.

Quando estive em São Sebastião, ensinaram-me como se fazia. E, embora ainda não tenha experimentado fazê-lo, já "experimentei" comê-lo algumas vezes. Inclusivamente, quente ainda... ui! E Passou a fazer parte da minha lista de coisas favoritas na vida e no mundo.

Doce de Leite:

Ingredientes (tal como me ensinaram):
- 2 litros de leite integral ( leite gordo)
- 2 copos de açucar cristal (açucar normal, sem ser açucar em pó)
- 1 colher de chá de bicarbonato de sódio

Modo de Preparar:
- Misture o leite com o açúcar e leve ao lume até ferver
- Adicione o bicarbonato, abaixe o lume e deixe ferver brandamente até engrossar (cerca de 3 horas)
- Vá mexendo de vez enquando
- Quando ganhar espessura retire do lume, passe pelo coador e deixe arrefecer dentro de um recipiente frio (como acontece com as compotas, quando está quente ele tem menos consistência do que frio, nada de preocupações).

# Dia 149

On
October 22, 2010


Breathe in. Breathe out... mais um dia em que me esqueci de respirar.

Mas, no meio do meu transe de trabalho e de demandas lá fui abanando o pézinho e enrolando o cabelo numa mistura ligeiramente insana de nervos com vontade de dançar isto.

(ontem confundi-me e publiquei este post, pensando que o tinha colocado nos rascunhos... ai esta cabeça! problema solucionado)

Ontem à noite...

On
October 21, 2010


Paul: I think we grossly underestimate our sorrows, in general.
We always die of sadness, actually.
Alice: You mean sadness is put inside us at birth?
Paul: Yes.
Alice: Like eye color?
Paul: Exactly.
That's why it needs our care, but others can do nothing. No one can do anything about eye color.

{...este filme fez-me chorar.}

Título Original: Dans Paris
Realizador: Christophe Honoré

Lia

On
October 21, 2010
Lia: Olha um alho!!!
Eu: Sim. Estes são os dentes de alho e estas são as cabeças de alho.
Lia: E os pés?

The biggest art gallery in the world

On
October 21, 2010


JR exibe a sua arte livremente pelas ruas do mundo, cativando a atenção de pessoas que não são os habituais visitantes de museus. O seu trabalho mistura Arte e Acto, fala de compromisso, liberdade, identidade e limite.

Conheçam melhor o seu trabalho aqui.

{no facebook de Vanessa Rodrigues, cujo trabalho também vale a pena conhecer aqui e por aí.}

# Dia 148

On
October 21, 2010


José Datrino, nasceu no interior de São Paulo no dia 11 de Abril de 1917 e foi morar no Rio de Janeiro quando tinha os seus 20 anos.

Em 1961, sete dias após o incêndio do Gran Circus Norte-Americano, onde morreram 500 pessoas, a maioria crianças, Datrino acordou alegando ter ouvido "vozes astrais" que o mandavam abandonar o mundo material e se dedicar apenas ao mundo espiritual. Foi até ao local do acidente, plantou jardins e hortas sobre as cinzas e durante 4 anos viveu lá.

José Datrino, incutiu nas pessoas o real sentido das palavras Agradecido e Gentileza. Foi um consolador voluntário, que confortou os familiares das vítimas da tragédia com suas palavras de bondade. E por isso, apartir daquele dia, passou a ser chamado de "José Agradecido", ou "Profeta Gentileza".

Após deixar o local que foi denominado "Paraíso Gentileza", o Profeta Gentileza começou a sua jornada como personagem andarilho. A partir de 1970 percorreu toda a cidade. Era visto em ruas, praças, nas barcas da travessia entre as cidades do Rio de Janeiro e Niterói, em comboios e autocarros. Pregava e levava palavras de amor, bondade e respeito pelo próximo e pela natureza a todos os que cruzassem o seu caminho.

Aos que lhe chamavam de louco, ele respondia: "Sou maluco para te amar e louco para te salvar".


A partir dos anos 80, escolheu 56 pilastras do Viaduto do Caju, que vai do Cemitério do Caju até à Rodoviária Novo Rio, numa extensão de aproximadamente 1,5 km. Encheu as pilastras do viaduto com inscrições em verde-amarelo propondo a sua crítica do mundo e a sua alternativa ao mal-estar da civilização.

Incitava as pessoas a viverem a gentileza e a aplicarem gentileza em toda a Terra.

Depois da sua morte, em 1996, e com o decorrer dos anos, os murais foram danificados por grafittis, sofreram vandalismo, e mais tarde foram cobertos com tinta cinzenta.

A música da Marisa Monte refere-se a esta história.

{A eliminação das inscrições foi criticada e posteriormente com ajuda da prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, foi organizado o projeto Rio com Gentileza, com o objetivo de restaurar os murais das pilastras. Começaram a ser recuperadas em janeiro de 1999. Em Maio de 2000, a restauração das inscrições foi concluída e o patrimonio urbano carioca foi preservado.}

{mais informações aqui}

# Dia 147

On
October 20, 2010


Horário de verão.

{vou ouvir isto só mais uma vez, e mais uma e mais uma e mais uma.}

# Dia 146

On
October 19, 2010
"Solidão de manhã,
Poeira tomando assento
Rajada de vento,
Som de assombração, coração
Sangrando toda palavra sã

A paixão puro afã,
Místico clã de sereia
Castelo de areia,
Ira de tubarão, ilusão
O sol brilha por si"

Tenho andado a trautear o refrão desta música há vários dias (costumava ouvir a versão da Gal Costa na casa do meu pai quando era criança). Mas não conseguia lembrar-me do começo, até voltar a ouvi-la no casamento da Natasha e do André. Os músicos do casamento eram mesmo muito bons. (foi um previlégio e, já que ando a falar muito sobre isso, foi também mais uma sincronicidade)

...

Eu gosto mesmo é da luz da manhã, da atenção aos detalhes... sons e cheiros.
Gosto dos gestos lentos da manhã.
Isso deixa-me sempre perfeitamente feliz.

Poetry of Nature

On
October 19, 2010



{Elena Lyakir, via Ill Seen, Ill Said}

"não era o vento que passava por ti
eras tu à beira do vento"
— Manuel Afonso Costa —

Avó

On
October 19, 2010


No casamento da Ná e do André conheci a mãe da Val, a Dona Nice.

A Val e o leandro, como já disse, são contadores de histórias maravilhosos. Cativam a audiência, enebriam. E as suas histórias são tão boas que parecem encantadas. Um sonho. Uma fantasia.

Estava curiosa de conhecer a Dona Nice porque, na realidade, para mim, conhecê-la iria ser tão bom como ser apresentada a uma personagem de um livro e ter o previlégio de abraçá-la e dizer: "uau, ela é real!".

Foi mais ou menos assim.
Com um bónus. A Dona Nice fez-me lembrar tanto a minha avó (o olhar, a forma de falar comigo) que até fiquei emocionada. Comentei com a Emi que ia pedir à minha mãe para me enviar uma fotografia, sem me ter lembrado que trouxe algumas comigo. (Tenho muitas saudades dela e lembro-me dela tantas, mas tantas vezes... imagino como seria se ela pudesse ter-me conhecido assim adulta, o que é que ela sentiria, o que é que ela me diria.)

Quando cheguei a casa, à noite, o meu tio tinha colocado uma foto dela no facebook.
Coincidência ou sincronicidade!? Não sei.
Mas fiz o meu pedido ao universo e ele ouviu-me. Ainda bem!

O casamento

On
October 19, 2010

... e o resultado do corte de cabelo.

{Estas não são as fotografias oficiais. Publico mais algumas noutra altura, juntamente com o resultado do convite e dos outros materiais.}

# Dia 145

On
October 18, 2010

{imagem}

"(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)"
– "TABACARIA" | Álvaro de Campos –

E assim eu vou comendo brigadeiro do tacho...

Brigadeiro:

Ingredientes:
- 1 lata de leite condensado
- 1 colher de sopa de margarina sem sal
- 7 colheres de sopa de Nescau (chocolate para misturar no leite) ou 4 colheres de sopa de chocolate em pó
- granulado de chocolate para envolver as bolinhas

Modo de Preparar:
1. Coloque num tacho fundo o leite condensado, a margarina e o chocolate em pó
2. Cozinhe em lume médio e mexa sem parar com uma colher de pau
3. Cozinhe até o brigadeiro começar a descolar da panela
4. Deixe arrefecer bem (ou coma quente do tacho)
5. Unte as mãos com margarina, faça as bolinhas e envolva-as com o granulado de chocolate
6. Coloque em forminhas

# Dia 144

On
October 17, 2010

Ontem foi um dia de celebração e encontro.
A cerimónia de casamento da Natasha e do André foi maravilhosa e cheia de boas energias. (imagens em breve)

{Imagem de decorações de papel utilizadas em casamentos, aniversários e outros eventos mexicanos. Os papéis são cortados à mão. Incrível!}

{via Emmanuel Chaussade, via Milagros}

Intervenções

On
October 17, 2010

Very High

On
October 17, 2010

{imagem}

Hoje apanhei um taxi até casa. O taxista chamava-se João. O João era um miúdo bonito, simpático e discreto. Tinha uns 18 aninhos. Parecia um bébé. Com cara de criança e olhar de criança.

Quando ia a pagar percebi que só tinha 50 reais. Ele não tinha troco. Fiquei aflita, dei várias sugestões. Mas acabámos por combinar que lhe ligaria amanhã para lhe pagar.

Pedi-lhe o número de telefone. E ele escreveu tão devagar... os números e o nome... tão devagar. Fiquei a pensar: esta criança não sabe quase escrever. E fiquei tão triste. Por tudo. Pela humildade dele. Pela generosidade de confiar em mim sem nunca me ter visto antes...

Não sei bem porquê, mas a generosidade alheia, é uma coisa que me deixa sempre tão surpreendida... tão desconcertada.
Sei que deveria ser ao contrário, que deveria deixar-me feliz, mas a verdade é que me angustia. Porque fico a pensar: o que é que acontece com pessoas assim tão boas?! O que é que a vida lhes faz? Será que recebem recompensas? Será que vão poder continuar a confiar nos outros sem saírem defraudadas?

Fico preocupada.

Imagino que o principal propósito de viver seja aprender, mais do que ser feliz. (caso contrário, seria tudo muito mais fácil para toda a gente). Mas gostava tanto que houvesse uma espécie de selecção natural, e que as pessoas boas tivessem automaticamente vidas felizes.

# Dia 143

On
October 16, 2010


Já estou de cabelo mais curto, mas não vou poder partilhar agora convosco... Amanhã é o casamento da Natasha e do André e ainda tenho uma grande lista de coisas para resolver até lá.

Devo regressar à blogosfera amanhã à noite ou na segunda-feira. Bom domingo!

# Dia 142

On
October 15, 2010



{A precisar de rever este filme.}

Título Original: "High Fidelity"
Realizador: Stephen Frears

# Dia 141

On
October 14, 2010




{Água Sagrada. Imagens de James Pomerantz. Via iGNANT.}

Aaaaahhhhhhhhhh

Because the world is round it turns me on
Because the world is round...aaaaaahhhhhh

Because the wind is high it blows my mind
Because the wind is high......aaaaaaaahhhh

Love is old, love is new
Love is all, love is you

Because the sky is blue, it makes me cry
Because the sky is blue.......aaaaaaaahhhh

Aaaaahhhhhhhhhh....

– Because | Beatles –

...

Como uma onda.
Vai e vem.
Não se entende como começa ou como se constrói.
Pode ser invísivel.
Uma sombra que não se nota.
Pode ser um gigante que tudo leva. Tudo arrasta. Tudo destrói.
É poderoso e arrebatador.
É sereno.
Magnífico ou perturbador.
Incontrolável.
Tem cheiro.
Tem sabor.
É bonito e profundo.
Não tem fim.
Não se consegue agarrar, guardar, ou esquecer.