o.Tempo.de.Criar.

the hands show the way of the heart

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The Rover

On
October 20, 2021




Mega star crush pelo actor Robert Pattinson (embora o still seja do Guy Pearce).

É muito estranho ter estes amores platónicos por pessoas e coisas que nos aparecem no ecrã. Como se cada história estivesse no fundo a ser sussurrada ao meu ouvido mas do outro lado a pessoa não soubesse realmente como é que isso está a acontecer.


Quando falamos de caminhos que se cruzam pensamos sempre que existem 2, pelo menos. Mas nestes casos não há como escapar à minha própria invisibilidade - um ver-se sem se ser visto. (encontro uma tristeza qualquer nisto... nesse cruzamento que só acontece pela metade).


Em todo o caso :) Aqui, numa época em que o mundo acabou sem ter de facto acabado, vemos representados um jovem adulto, que nunca conheceu outra coisa e que talvez por isso preserva uma inesgotável fé e pureza. E um homem, que por já ter vivido tudo, sente que já não há nada mais a perder.   É de uma entrega que me esmaga o coração. 

Aires

On
October 20, 2021

Lua cheia em carneiro. 

E eu com ascendente carneiro e lua em carneiro. (E uma TPM do além a bater à porta.) E tanta coisa a acontecer do. outro lado (em balança).


A sentir a emergência do agora. Do "já", a gritar cá dentro. Num fogo que queima o sangue todo.

Não há maneira de escapar ao imediato. E na relação com o outro, é impossível ficar refém. 

Porque tudo se expande e se contrai em simultâneo, sem espaço para a rendição. No fundo, como a batida de um coração - um ritmo e uma pulsação que se parar, mata.

Então, resta viver a luta inevitável. Esse estar à flor da pele. Como que em carne viva. 

(O corpo só consegue entregar-se ao mais básico do que é ser-se humano.)

Mas para quem decidiu viver sem esforço isto é tudo demasiado... A mente activa a fragilidade do ego - que em toda a sua potência se reconhece incapaz e vazio de força. 


Assim estou hoje.

The Devil All the Time

On
October 16, 2021

 




Mind blowing.

Flow II

On
October 07, 2021

Há momentos para fazer e momentos para pousar. Demorei muito tempo a reconhecer em mim a necessidade de corresponder a esta ciclicidade. E respeitá-la, mesmo que indo contra as minhas próprias crenças de certo e de errado.


Tenho a sensação de que o tema do desenvolvimento humano é uma tendência actual. E se, por um lado, acompanho esse movimento colectivo, por outro, o meu desejo é sempre ir na direção do que é ainda desconhecido. 


Nos últimos dias tenho sonhado com dimensões mágicas. Lugares ancestrais, secretos e de difícil acesso. 

E realmente, na sequência de recentes aprendizagens, acedi a um novo patamar. No último mês desisti de 2 trabalhos - um deles com o qual estava bastante comprometida e que gerou imenso desconforto nas pessoas com quem não assumi o compromisso. Outro que decidi deixar depois de apenas 1 dia de experiência. Nenhuma destas coisas me seria natural no passado. Primeiro, porque acho que nunca fui capaz de deixar ninguém pendurado. Segundo, porque não me lembro de alguma vez ter desistido de algo sem lhe dar uma segunda oportunidade. Terceiro, porque o grande motivador para dizer Sim a estas situações era apenas um - dinheiro. E "precisar" dessa segurança poderia bastar para aceitar fazer algo deste género neste momento.


Na minha visão, desenvolvimento humano é desafiar-me a fazer coisas aparentemente impossíveis mas cujo último objectivo é uma ligação primordial ao meu instinto e à minha intuição. 

Não precisando de ser escravo disto mas desejando um pouco de coerência: Qual a razão para querer estar em lugares onde não sou bem-vinda? Querer pessoas que não me querem? Continuar a alimentar situações e/ou relações em que não me sinto respeitada? 


No meio destas tomadas de decisão é claro que descubro uma complexidade. No querer ser a melhor versão de mim esqueço-me dos silêncios, dos vazios, da beleza de ficar parada. E nessa contradição entre o querer tudo e o não querer nada acho que o caminho é navegar o fluxo da vida - como uma onda. A afinação acontece quando consigo responder com sinceridade à pergunta: onde é que está a minha paz? Nesse instante, as dúvidas dissipam-se todas. Porque só aí é que consigo despojar-me das coisas que eu acho que sei ou que acho que acredito ou que acho que preciso. Das opiniões, das lições, dos medos... tudo coisas que por vezes são válidas mas que é preciso abrir espaço para a possibilidade de não serem.


E o alívio que cresce quando tomo uma decisão alinhada com o princípio da Paz é a garantia de que fiz o que o corpo pediu. Pode parecer irracional ou egoísta - muitas vezes assim será. Mas se não me prender nesse julgamento, consigo voar.

 


Missing India II

On
October 01, 2021