the hands show the way of the heart

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For goodness sake

On
June 06, 2018

Quando era pequenina adormecia a rezar que queria ser a melhor pessoa que conseguisse.
Era assim como uma espécie de promessa que eu fazia todos os dias a mim mesma e aos outros.

Há cerca de 5 anos, numa viagem à Índia, percebi que essa promessa me limitava. Não por eu não querer continuar a ser uma boa pessoa. Mas porque finalmente percebi que achava que só o era se os outros também pensassem o mesmo.

Ser bom afinal implicava aprovação externa. E consequentemente, implicava também acreditar que era necessário tentar fazer sempre tudo bem para toda a gente gostar de mim – não necessariamente por aquilo que eu era, mas por aquilo que eu achava que os outros desejavam que eu fosse.

Nalgum momento também percebi que este "síndrome da boa rapariga" era muito muito antigo. E lembrei-me que tudo isto estava ligado apenas a uma coisa:

O desejo de ser amada. O desejo de ser aceite.

Quando somos pequeninos, vamos sendo condicionados a agir e a pensar de acordo com uma série de regras que a nossa família traz consigo e que quer transmitir-nos. Os Valores!
Esses valores variam de família para família e a forma como chegam até nós também varia. Ou seja, a forma como cada pessoa vivencía essas referências e se adapta a elas é muito pessoal.
No meu caso, por força do meu carácter, eu entendi que se fizesse sempre tudo bem as pessoas de quem eu gostava iam gostar mais de mim. E que se eu não fizesse sempre tudo bem eu não receberia o seu amor, aprovação, aceitação, carinho. 

A minha percepção de amor incondicional era extremamente condicionada. E ficou como que acoplada ao elogio. À ideia de que só há amor quando há perfeição.

Hoje em dia eu ainda me debato com estes "valores". E embora tenha incorporado na minha vida esta ideia de perfeição com muita tranquilidade. O que quero partilhar convosco, mais do que o que eu sinto em relação a tudo isto, é: o que mudou.
Que ferramentas é que eu uso para me preocupar menos em ser "a boa rapariga" e tentar cuidar da minha auto-estima de forma a que, nos momentos em que acham que eu não fui suficiente, eu consiga lembrar-me de 3 coisas:


- EU (quem é que eu Sou);
- CENTRO (conexão com o meu poder pessoal);
- AMOR (eu sou capaz de responder às situações a partir de um lugar de amor, por mim mesma e pelos outros).


Nem sempre consigo. Mas estes três mantras ajudam-me a voltar a mim. A não colocar o foco no outro. E apoiada pelos valores e pelas intenções que fui construindo, conecto-me com o que é importante para mim em cada momento. Sem despender a minha energia no que está certo ou errado. No bom ou no mau.


Todas as minhas acções têm consequências e nem sempre estas são previsíveis ou aquelas que eu gostaria. No entanto, como é que eu uso as minhas promessas para dar maior significado à minha vida e à dos outros? 


Hoje, sempre que consigo passar a perna ao meu ego, concentro-me nestes 3 aspectos de que vos falei. E abro mão do controlo.

Liberto a necessidade de ser amada e troco-a pela profunda crença de que EU SOU AMADA. SEMPRE. Nem que seja por mim mesma :) Com presença e com confiança.

Gostaria muito de saber como é que tu construíste as tuas crenças. Que valores são o teu norte? Quando parece que tudo à tua volta diz não, como é que tu dizes Sim?
Muito obrigada.

//

When I was little, I used to fall asleep praying to to be the best person I could.
It was a kind of promise that I was making to myself and to others every day. 

About five years ago, on a trip to India, I realized that this promise was keeping me stuck. Not because I don't want to continue to be a good person. But because I finally realized that I thought I was only good when others thought the same. Being good after all implied external approval. And consequently, it also implied that it was necessary to try to do everything right for everyone to like me - not necessarily for what I was, but for what I thought others wanted me to be. 

At some point I also realized that this "good girl syndrome" was very very old. And I remembered that all this was connected to only one thing: 

The desire to be loved. The desire to be accepted. 

When we are children we are conditioned to act and think according to a series of rules that our family brings with them and that they want to transmit to us. The values! These values ​​vary from family to family and the way they arrive to us also varies. Meaning the way each person lives these references and adapt to them is very personal. In my case, because of my character, I understood that if I always did well, the people I like would like me better. And that if I stopped doing everything right I would not receive their love, approval, acceptance, affection. 

My perception of unconditional love was extremely conditioned. And it was as if attached with the idea of receiving compliments. To the idea that there is only love when there is perfection. 

Nowadays I still struggle with these "values". And although I have incorporated into my life this concept of ​​perfection with great tranquility. What I want to share with you, more than what I feel about all this, is: what has changed. What tools do I use to worry less about being the "good girl" and trying to take care of my self-esteem so that at times when I think I have not been enough I can remember three things: 

- I (who I am); 
- CENTER (connection with my personal power); 
- LOVE (I am able to respond to situations from a place of love, for myself and others). 

I can't always do this. But these three mantras help me get back to me. Not to focus on the other. 
And supported by the values ​​and intentions I've been building, I connect myself with what's important to me in each moment. Without spending my energy on what is right or wrong. Nor good or bad. 

All my actions have consequences and these are not always predictable or as I would wish. However, how do I use my promises to give greater meaning to my life and to others? 

Today, whenever I can let go of my ego, I focus on these 3 aspects I have told you. And I give up control. I release the need to be loved and change it into the deep belief that I AM LOVED. ALWAYS. Even if just by myself :) With presence and with confidence. 

I would love to know how you built your beliefs. What values ​​are your north? When it seems like everything around you, no, how do you say Yes? Thank you.

Espalhar sementes

On
April 30, 2016


#Décima semana em Inglaterra

O trabalho faz-se. No seu ritmo. Ao meu ritmo.
Às vezes mais lento do que eu gostaria – ainda estou a aprender a ser paciente com isso e a aceitar com profunda compaixão aquilo que não tenho forma de mudar em mim.

Tenho contactado com o meu censor (aquele que censura).
Nesta espécie de retiro que estou a viver, o tempo não é o meu maior inimigo. Aquilo que eu acho que devo fazer com ele, sim, é! E preciso lembrar-me de como respirar.

Respirar. Trazer ar. Reconhecer a pausa entre a inspiração e a expiração. Acolher e libertar aquilo que vem e aquilo que vai.

Então volto aos pássaros. Que constroem laboriosamente o seu ninho. Sem perguntarem quanto tempo demoram ou quanto tempo têm.

Não há maior lição de estar em consciência plena do que esta. Fazer o ninho.
Por isso, no fim-de-semana da minha décima semana no UK, fui até ao jardim deixar as minhas sementes – as lãs que estou a usar no meu trabalho – para futuros ninhos.
A junção entre o meu e o trabalho deles. A casa que cada um constrói.
Eu observo. E devolvo à natureza um pouco dos recursos que ela me dá, todos os dias.

#Tenth week in the UK

The work is being done. At its pace. At my pace.

Sometimes slower than I wish – I am still learning to be patient with that and to accept with deep compassion what I can not change in myself.

I have in contact with my censor (the one that censors).
In this kind of retreat that I'm in time isn't my enemy. But what I think I should do with it it is! And I need to remember how to breath.

Breathing. Bring air. Recognise that pause between the inhalation and exhalation (which in portuguese is more like inspiration and expiration). To welcome and let go of what comes and what goes.

So I return to birds. That build with such hard work their nests. Without asking how long it is going to take or how much time do they have.

There is no greater lesson of mindfulness than this one. To build a nest.
That's why in my tenth week in the UK I went to the garden to leave my seeds – the scraps of yarn that I am using at my work – for future nests.
My work and their work together. The house that each one of us is building.

I observe. And return to nature a bit of the resources she shares with me everyday.

Felicidário

On
May 03, 2013


Dias de sol são dias de felicidade :)

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Sunny days are happy days :)

Primavera wanderlust

On
March 21, 2012

{photo by Kanakosasaki}

Valborgsmässoafton

On
April 30, 2011


Valborgsmässoafton. Noite de Walpurgis. A celebração da Primavera!

Hoje recebi um pequeno e-mail da Ingrid, uma amiga  que conheci na Suécia.
Ela escreveu-me: "primeiro dia, esta noite fazemos fogos grandes na Suecia, e um tradicao muito velho......"

A Ingrid estava feliz e eu também fiquei porque, apesar de só ter estado com ela uma vez, ela deixou-me uma marca. Como todas as pessoas especiais, ela carrega consigo uma pequena chama que se consegue ver se nos aproximarmos. E conversar com ela durante umas horas, numa tarde chuvosa em Estocolmo, foi muito bonito. Foi inesquecível.

A Ingrid tem 64 anos, um maravilhoso olhar e tantas, tantas histórias para contar.

Eu espero ser assim um dia.

::

Valborgsmässoafton. Walpurgis Night. The celebration of spring!

Today I received a short e-mail from Ingrid, a friend I met in Sweden.

She wrote me: "the first day, tonight we make large fires in Sweden, it's a very old tradition ......"

Ingrid was happy and because of that I felt happy too, despite only having been with her ​​once, she left me a mark. Like all special people, she carries a small flame with her that you can see if we come closer. And talking with her for a few hours on a rainy afternoon in Stockholm, was very beautiful. It was unforgettable.

Ingrid has 64 years old, a great gaze and many, many stories to tell.

I hope to be like that someday.

One Thousand Means of Escape

On
March 31, 2011


Astrid Bin, via facebook da Isabel

"the sun on my back reminds me of spring"

On
March 24, 2011

Coisas que me fazem feliz.
Estou a tentar fotografar uma por dia.
Dia 21 de Março.

::

Things that make me happy.
I'm trying to photograph one each day.
March 21.

Bom dia Primavera!

On
March 21, 2011

Lá fora está um sol incrível.
A minha sala está cheia de luz, como eu gosto.
E hoje começa a primavera.

A Yashica deve ser como eu. Gosta tanto de luz que a deixa entrar por ela adentro, até estragar as fotografias. Uma herança defeituosa de que gosto muito.

É Primavera!!!

On
November 10, 2010


A Val veio-me mostrar agora esta música maravilhosa, tocada com instrumentos de brincar.
Lembrei-me que apesar da chuva, ainda é Primavera.

Olaf Hajek

On
October 02, 2010



# Dia 127

On
September 30, 2010

Achei esta gola especialmente bonita porque me conta uma história.

Tenho uma amostra muito velhinha deste ponto (favo de mel, suponho), feito pela minha avó.
Quando resolvi aprender a fazer tricot encontrei-a no meio das lãs que tinha trazido de casa dela.
Pensei que queria muito fazer alguma coisa com ele, mas não tinha a menor ideia de como se fazia. (Naquela altura não dominava os you tube's desta vida, nem nada que se parecesse com isso.)

Continuei a enrolar os novelos e acabei por encontrar, no fundo do saco, um papel escrito à mão pela minha avó, com letrinha de escola primária, que explicava passo-a-passo como fazer este ponto (provavelmente ela também o achava fácil de esquecer).

Fiz um cachecol vermelho, em vários tons de vermelho, com os restos de lãs herdadas. O meu primeiro cachecol.

Ainda o uso, embora esteja cheio de borbotos. Gosto tanto dele e lembro-me tanto dela quando o uso... do cheiro dos abraços dela.

Nunca mais consegui voltar a fazer este ponto... coisas inexplicáveis.

{Aqui começa a Primavera mas eu sinto-me no Outono. É do hábito.}

Daydreamers

On
September 28, 2010

{via Natalie Nguyen, via day dream lilly}

Like me.

Pensamento do dia.

On
September 24, 2010

Sergio Membrillas

On
September 23, 2010


{via fine little days, via Sergio Membrillas}

"Springtime and the promise of an open fist
A tattoo of a flower on a broken wrist
Lucy tells me jokingly to wipe her brow
With a pocket map to heaven and the sun goes down"

Iron & Wine | Lovesong of the Buzzard

Be happy for this moment...

On
May 09, 2010


Dia da Árvore

On
April 22, 2010


Quando andava na escola primária, íamos até à Quintinha (era assim que lhe chamávamos) e alguém nos explicava como é que se plantavam as sementes e como é que a planta ia crescer. No fim, tínhamos direito a plantar um arbusto sozinhos. Não sei se agora continua a ser assim, mas naquela altura, estes eram os benefícios de se viver numa terra pequena.

Tive muita sorte, porque passei uma infância muito feliz, rodeada de espaço e árvores. O meu infantário e, posteriormente, ATL, era dentro da Quinta. Naquela época, éramos poucas crianças, e onde hoje existe um centro de saúde e mais duas estruturas pré-fabricadas, havia só uma, e o resto era apenas espaço para brincarmos e corrermos.

A minha mãe diz que eu chegava a casa verde todos os dias. Resultado de me andar a rebolar pelos montes abaixo. Não tínhamos brinquedos sofisticados. Tínhamos terra, erva, formigas, minhocas e bichos de conta que eu insistia em adoptar e trazer para casa, porque achava que apesar de serem pequenos também davam bons animais de estimação. Tínhamo-nos uns aos outros e uma enorme sensação de liberdade.

Esses momentos, ensinaram-me a viver apaixonada por todas as coisas lindas que me rodeiam, e isso nunca se perdeu.

Lima Limão

On
April 15, 2010



Lugar: Gulbenkian, numa tarde ao sol.

Planos

On
April 14, 2010

Nunca gostei muito de banda desenhada, nunca li livros de aventuras. Se bem me recordo, passei quase directamente dos livros da Anita para os livros que os meus pais tinham lá em casa. Depois disso é que comecei a reparar nas outras alternativas de leitura. Sobretudo na Mafaldinha e nos Peanuts, que actualmente adoro.

Este excertozinho da Mafalda, encontrei na página de Facebook da Elisabete. Obrigada.

{Pi-piu}

On
April 06, 2010


Quando começo alguma coisa surgem-me quase sempre questões, medos, dificuldades... os começos são, quase sempre, difíceis. A astrologia diz-me que é por ter o Plutão numa certa casa. (E a localização é sempre importante, até nisto.)

No entanto, quando faço tricot isso não acontece. Pelo contrário, estou sempre desejosa de terminar e começar e terminar e começar. Adoro os novelos novos, olho para eles ansiosa por lhes poder pegar rapidamente e transformá-los noutra coisa. Gosto de começos, e de fins também.

Os ramos da Inês

On
April 01, 2010